Opinião

O que aprender com a cobertura do acidente com a Chapecoense

chapecoense-sociaisjpgOlá amigos,

Vim comentar um pouco sobre tudo que vi e li de cobertura a respeito deste assunto. Demorei a me pronunciar pois pode parecer oportuno escrever sobre um tema que desperta interesse de todos neste momento, mas enfim, como digo, “meu blog, minhas opiniões”.

O triste episódio do acidente com o avião da Chapecoense mostrou várias faces do comportamento humano, a empatia, o sentir-se no lugar dos outros, a compaixão, a solidariedade gratuita. Vimos isto nas inúmeras manifestações de carinho e respeito nos estádios, nos telejornais e nas redes sociais. Diria até que houve uma saudável competição pela idéia mais brilhante no anseio de acolher a simpática agremiação de Chapecó.

Inúmeros ‘novos torcedores’ se filiaram no site do clube, em sinal de apoio à reconstrução do mesmo, clubes estão propondo emprestar jogadores, blindar o time contra rebaixamento nos próximos anos, homenagens de todos os tipos e meios de comunicação, enfim…

Infelizmente também ocorreram manifestações negativas e de gosto questionável, como a repentina subida de preços da camisa do clube no site da Netshoes (veja mais aqui). Emblemático também o infeliz viés sensacionalista do site Catraca Livre, que em seus áureos tempos tratava mais de atrações culturais a custo baixo ou zero (daí vem seu nome). Enquanto outros veículos noticiavam o acidente, o site parece ter ‘perdido a mão’, publicando matérias de péssimo gosto, como a matéria com a foto de jogadores do time e a chamada “10 fotos de pessoas em seu último dia de vida”.

Evidente que este e outros posts do Catraca Livre viralizaram – de forma negativa, e o site foi obrigado a se desculpar tardiamente pelo erro. Mas aí já era tarde, milhares de internautas já haviam descurtido sua página do Facebook, em sinal de protesto (e o número continua crescendo).

Isto vem apenas mostrar um aspecto que poucas pessoas parecem se lembrar nos dias de hoje. Apesar de estarmos cada vez mais atrás de teclados, telas e telinhas, ainda somos pessoas, sensíveis as alegrias e tristezas que nos cercam. E mesmo com toda a banalidade que nos cerca por aí, ainda não vale tudo pela audiência, na tv, no rádio e também na internet. O mundo digital está aí, mas nem por isso ele muda a essência das pessoas, e este episódio ilustra muito bem esta percepção.

Afinal do #SomosTodosChape, somos todos humanos (sem hashtag mesmo). Ainda bem.

Um abraço e até a próxima!

 

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