LiDAR revela uma mega cidade maia escondida na selva da Guatemala

Uma vasta megalópole maia aparentemente está escondida debaixo de todas as árvores, trepadeiras e séculos de crescimento e solo na floresta guatemalteca – e talvez nunca encontrássemos isso se não fossem as maravilhas da tecnologia laser. A Fundação PACUNAM, que defende o uso da pesquisa científica para preservar o patrimônio cultural, escaneou as selvas no país usando a tecnologia Light Detection and Ranging (LiDAR) e encontrou uma rede interconectada de cidades antigas. Eles descobriram 60.000 estruturas anteriormente desconhecidas sem ter que cortar uma única planta, e essa descoberta muda muitas coisas que achamos que sabíamos sobre a civilização antiga.

O tamanho total da megalópole sugere que as populações maias eram maiores do que pensávamos. Estimativas anteriores colocam a população do povo maia em cerca de 5 milhões, mas agora é possível que houvesse entre 10 e 15 milhões deles. O fato de que a equipe descobriu casas, pirâmides, palácios e rodovias elevadas, embora os maias não usassem rodas ou dependessem de animais em carga indica que eles tinham uma força de trabalho organizada.

Como as cidades na megalópole escondida estavam conectadas por grandes calçadas, os maias provavelmente interagiram regularmente e talvez tivessem estabelecido rotas comerciais. Além disso, todas as muralhas e fortalezas encontradas nas ruínas mostram que a “guerra”, como o membro da equipe e arqueólogo Thomas Garrison explicaram, “não estava apenas acontecendo no final da civilização”.

Enquanto ouvimos falar principalmente sobre o LiDAR como um sistema que ajuda a auto-condução de carros e robôs a “ver” seus ambientes, os cientistas também o utilizaram para pesquisar o meio ambiente sem perturbá-lo. É por isso que é a ferramenta perfeita para os cientistas do PACUNAM – além do fato de que fisicamente procurando por as ruínas ter levado para sempre, a Guatemala já está perdendo 10% de suas florestas todos os anos para agricultura e assentamentos humanos. Na verdade, provavelmente ouviremos mais descobertas no futuro, uma vez que esta é apenas a primeira fase da iniciativa: a organização planeja usar o LiDAR para traçar mais de 5.000 milhas quadradas de planícies da Guatemala no futuro.

Fonte: Engadget

Waymo encomenda milhares de vans para táxis autônomos

A Waymo já transformou 600 minivans Chrysler Pacific em veículos auto-dirigidos, mas, aparentemente, não são suficientes para o próximo serviço de taxi da empresa. A FCA US revelou que está fornecendo a antiga divisão de auto-condução do Google com milhares de minivans Chrysler Pacific e que a entrega começará no final de 2018. A Waymo usará os veículos que já está testando para lançar seu serviço de taxi em Phoenix neste ano – as minivans sem motorista adicionais serão implantadas em outras cidades quando o serviço expandir seu alcance.

O chefe da Waymo, John Krafcik, disse em um comunicado:

“Com a primeira frota mundial de veículos totalmente auto-dirigidos nas ruas, passamos de pesquisa e desenvolvimento, para operações e implantação. As minivanas Pacific Hybrid oferecem um interior versátil e uma experiência de passeio confortável, e esses veículos adicionais nos ajudarão a crescer em escala “.

A empresa provou que alcançou autonomia de Nível 4 em novembro de 2017, quando começou a testar as minivans sem motorista ao volante. Foi também quando a empresa anunciou que estaria lançando um serviço de táxi sem motorista “nos próximos meses” e que eventualmente “cobrirá uma região que é maior que o tamanho da Grande Londres”. O pedido adicional da Waymo mostra o quão grande e sério são seus planos para sua frota de táxis e que está quase pronto para que o serviço funcione. Basta tomar nota de que um funcionário inicialmente estará montando no carro com você para bater no botão “estacionar” no caso de emergências, mas isso provavelmente mudará no futuro.

Fonte: Engadget

Minha retrospectiva tech de 2017

E ai colegas, como vão as coisas? Por aqui tudo indo bem – corrido como sempre – mas bem. Passei pra dar aquela revisitada nos temas que mexeram com a minha vida e provavelmente a sua também em 2017. Vamos lá?

Redes sociais, chegamos ao limite?

Vimos durante este ano, diversos movimentos dos aplicativos de redes sociais, porém pouca inovação de fato. Um app passa a ter o recurso de Stories, e os outros  vem atrás. Outro, passa a aceitar vídeos, tal como ja faz o Facebook, e o Whatsapp começa a se mexer, se atualizando com itens que em boa parte já existem nos seus concorrentes. Novidade mesmo confesso que não vi muita, houve uma uniformização dos recursos que agora estão em quase todas as redes. Uma grande preocupação e poucas idéias realmente úteis para combater as tão temidas `Fake news` também tomou conta do noticiário, porém se nada realmente relevante. Será este o final da ascensção – e o início do fim para as redes sociais ?

Bitcoin e a explosão das Criptomoedas

Em 2017 os brasileiros – e o mundo – acordaram para o Bitcoin, após uma explosão no seu valor que fez muito nerd ficar rico. Para os que pesquisaram bem, sabem que é uma aposta de risco como qualquer tipo de ação na bolsa, e mesmo por isto, alguns já partiram para adoção de outras Criptomoedas ainda não exploradas a fundo, como Monero, Dash e o Ethereum. Da fato existem mais de 1000 Criptomoedas no mundo atual, e crescendo numa velocidade espantosa. Você pode então se desejar, escolher uma e fazer sua aposta para um futuro com muitos rendimentos – ou a decepção de ter escolhido a aposta errada…

Eu pessoalmente, entrei no ramo de mineração, mas não comprei equipamentos para isto (são muito caros). Investi alguns cobres em mineração em nuvem, algo que fica rodando ininterruptamente enquanto você leva sua vida normal. Eu estou usando o Hashflare.io, recomendo a quem quiser tentar a sorte e investir pouco.

Soluções IoT, e computação cognitiva nas empresas

Tivemos muitos casos de soluções empresariais utilizando a Internet das Coisas como alavanca para os negócios, como sensores e equipamentos que `avisam` a hora da sua própria manutenção, entre outras novidades. Temos o nosso parceiro Innovabiz, que entende do assunto e trouxe ao longo do ano diversos exemplos sobre isso. Para o ambiente doméstico, temos lançamento de alguns sistemas para automação residencial, mas ainda não surgiu aquele modelo simples, fácil e barato que popularize a tecnologia nas casas dos usuários finais.

Também tivemos muitas notícias sobre a tal computação cognitiva, área disputada pelas grandes empresas do mercado, como IBM, Microsoft e Amazon, visando colocar a máquina em lugares onde o trabalho é previsível, e pode ser ensinado à uma CPU. A inteligência artificial agora ajuda ferramentas de atendimento ao cliente com os chamados ChatBots, que ouvem, analisam e respondem boa parte das dúvidas dos clientes – muitas vezes usando uma linguagem humana e que faz o cliente nem desconfiar que está em contato com uma máquina.

A era dos apps que resolvem tudo

No mercado de aplicativos para celular, entramos na era dos apps que resolvem tudo online. Tivemos uma expansão das aplicações de locomoção (Uber, Cabify, 99), e uso racional de veículo (ZazCar, aplicativos de carona) e também de outras que ajudam o usuário a simplificar o seu dia a dia (como compras em mercado a distância, agendamento de consultas, solicitar comida e até gás de cozinha pelo celular).  Se popularizaram também modelos de negócio inimagináveis até o momento, como o Quinto Andar (que faz as vezes de imobiliária, mas 100% online), e o InstaCarro (onde você vende seu veículo rapidamente, sem sofrimento).

Internet Grátis 2.0

Este ano percebi um grande aumento na oferta de cursos e conteúdos online. Muitas pessoas fizeram o tal marketing digital, e começaram a por em prática seus negócios virtuais.

O modelo sofreu uma certa alteração daquela idéia surgida lá atrás, onde qualquer modelo de negócios só dava certo se fosse Grátis para o usuário final (obviamente alguém pagava pelo serviço). Hoje, é possível acessar os chamados conteúdos FREEmium, boas aulas de temas selecionados, e receber eBooks sobre assuntos do interesse – tudo quase gratuitamente, na verdade o que se quer é o seu cadastro e o seu e-mail, assim mantendo você informado sobre aquele tema, e tendo a chance de oferecer produtos de seu interesse lá adiante. O usuário final, parece ter se acostumado a idéia, e percebendo que não há `almoço grátis`, parece estar se acostumando bem com a idéia, enchendo a caixa de email dos sites com seu cadastro, e gerando chances de negócios futuros.

Apple e a dúvida com os 10 anos do IPhone

A Apple resolveu que deveria inovar, e fez isso à sua moda – ao invés de criar um super iPhone, com todas as modernidades, resolveu dividir a inovação em 2 partes, ou melhor, 2 aparelhos. O Iphone 8, que é a na prática um 7 melhorado, e o iPhone X, em homenagem aos 10 anos do modelo – sem botões, com tela infinita, e um preço que chega à extratosfera… O resultado são vendas apenas aceitáveis e uma grande interrogação nos acionistas e investidores, pois o modelo Top de linha (o X), não consegue decolar nas vendas. Na outra ponta, tivemos o Galaxy S8 da Samsung, que vendeu bem no ano, e tirou o sono da Apple, por ter chegado antes às lojas – desfazendo um pouco a má imagem que a Samsung deixou por causa de suas baterias explosivas.

Te cuida Netflix

A gigante do streaming expandiu ainda mais este ano, se tornando a queridinha também dos brasileiros, que em muitos casos deixaram de lado a tv a cabo. Surgiram muitas séries e até filmes próprios da Netflix, aumentando as opções para quem é assinante. Mas o fato que mais assusta seus executivos é a escalada de sistemas similares de outras grandes, como a Amazon, a HBO, e agora no final do ano, a Disney, que comprou a Fox e está se armando até os dentes para um grande duelo, anunciado para 2019. Melhor para quem é cliente, pois a disputa certamente vai melhorar a qualidade dos conteúdos, e acirrar o preço entre eles. A conferir.

Estes foram alguns dos destaques que me chamaram atenção em 2017. Agora é terminar o backup do ano (o meu está rodando ainda rsrs) e partir pro abraço.

Desejo a todos meus colegas leitores, um feliz 2018, cheio de novidades e inovações na sua mesa, no seu bolso, e na palma da sua mão.

Até a próxima!

 

Microsoft estabelece objetivo – não ambicioso, mas realizável – de redução de carbono

Foto de Michael Kappel/Flickr

A Microsoft prometeu reduzir suas emissões de carbono em 75% até 2030, contra os valores-base de 2013. Ao empurrar seus planos de neutralidade de carbono e compromissos em energia renovável, a meta coloca a empresa no caminho certo para atingir os objetivos estabelecidos no Acordo de Clima de Paris e, obviamente, coloca um grande ‘Ok’ na sua caixa de responsabilidade social corporativa.

Setenta e cinco por cento ao longo de 15 anos não é um alvo extremamente ambicioso, especialmente quando você considera que a Microsoft teve redução de carbono em sua agenda desde 2009 e que, apesar dos programas ambientais que tem no local, ele gerencia apenas uma fraca pontuação ‘C-‘ no guia do Greenpeace para eletrônicos mais verdes (caindo para um D para energia e recursos).

Grande parte do seu desempenho médio até o momento pode ser atribuído à computação em nuvem com energia (o que o Greenpeace alertou também à Amazon no último mês), mas a empresa diz que está colocando foco renovado nesta área. Tendo já reduzido o consumo de energia em seu campus principal de Redmond em quase 20%, a Microsoft diz que agora planeja comprar sua própria energia limpa a taxas de mercado e em breve estará alimentando seu campus Puget Sound com 100% de energia sem carbono.

Portanto, enquanto o objetivo de 75 por cento ao longo de 15 anos não é ambicioso, é viável, e em uma indústria que permanece em grande parte ‘dando de ombros’ com questões ambientais, qualquer progresso é um bom progresso.

Fonte: Engadget

 

O Facebook traz Realidade Virtual para o seu escritório com o pacote ‘Oculus for Business’

Enquanto o novo Oculus Go revelou o destaque no evento Oculus 4 do Facebook em San Francisco, a empresa também anunciou seus planos para colocar a realidade virtual no espaço do escritório com o pacote “Oculus for Business”. Ele inclui um fone de ouvido Rift VR, um par dos controladores Oculus Touch, três sensores espaciais e três “interfaces faciais” (os pedaços de espuma que recobre seu rosto), bem como suporte ao cliente dedicado e licenças e garantias expandidas.

O Facebook calcula que as empresas podem aproveitar os headsets como substituições de videoconferência ou acelerar o treinamento de novos funcionários, semelhante ao sistema que o KFC implementou recentemente. Entre os primeiros a adotar a tecnologia, está a Audi, que usa os fones de ouvido em suas concessionárias, permitindo que os clientes modifiquem as diversas opções de seu veículo antes de comprar (veja o vídeo acima). O pacote é vendido por US $ 900 e atualmente está disponível para pedido a partir do site da Oculus.

Fonte: Engadget